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Consumidores esperam um 2016 com melhores condições financeiras

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01inadimplencia2016 chegou e junto com ele a esperança de um ano novo com melhores condições financeiras para o consumidor. Pelo menos é o que mostra a Pesquisa de Perfil de Inadimplência, realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife) entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2015.

De acordo com o estudo, apesar do cenário econômico negativo do ano passado, a maioria (75,9%) dos consumidores inadimplentes da Região Metropolitana do Recife (RMR) acredita que 2016 será melhor para as finanças pessoais.

E a dica para que o orçamento fique no azul é que haja planejamento. Para o presidente da CDL Recife, Eduardo Catão, é fundamental que o consumidor faça um balanço das suas contas do ano anterior, pois só assim será possível organizar o que foi gasto e prever as próximas despesas. “Todo começo de ano é difícil, chegam as parcelas das compras de natal, muitos tributos e novos compromissos financeiros. Se o consumidor não tiver noção de como estão as suas finanças, as chances de ficar no vermelho aumentam consideravelmente”, alerta.

Essa questão também é levantada na Pesquisa da CDL Recife, a maior parte dos inadimplentes não sabe quanto de sua renda está comprometida com as dívidas. Em dezembro, esse público representava 48,9% dos entrevistados totais. No entanto, houve forte aumento dos que revelaram estar com até 30% da renda familiar comprometida com pagamento das dívidas. Em setembro, esse número era de 6,3%, passando para 42% em dezembro.

Com relação às causas dos débitos, assim como em setembro/2014, 25,6% dos consumidores inadimplentes alegaram como principal motivo de não honrar suas dívidas foi o desemprego. “Mais uma vez, a elevação do desemprego tem impedido que as famílias consigam honrar seus compromissos, afetando diretamente o comércio que deixa de receber os pagamentos de vendas anteriores e deixa de fazer novas vendas”, relata Catão. 15,1% declarou que o motivo da negativação foi a falta de planejamento /descontrole.

O cartão de crédito continua sendo o tipo de débito que mais causa negativação, com 30,1% do total (crescimento de 10,2 p.p. em um ano). Somados, cartão de loja + cartão de crédito correspondem a 44,6% do tipo de dívida que mais causou negativação. O maior destaque ficou por conta de Prestadora de Serviços (Água, Luz, Telefone, Etc) que cresceu 7,9 p.p. quando comparado a setembro e alcançou 26,8%.

E para quitar as dívidas em atraso, apesar da diminuição tanto na comparação mensal, quanto na anual, a maior parte dos inadimplentes (51,3%) ainda pretendem procurar o credor das dívidas para fazer um acordo, parcelar o valor em débito e assim regularizar sua situação, isso indica a importância de as intuições estarem abertas a negociação com seus devedores. Em contrapartida, aumentou o número daqueles que tomarão outras medidas para quitar as dívidas em atraso. Estes agora são 33,7% do total em dezembro.

Nesta última edição da Pesquisa de Perfil de Inadimplência, a parcela dos endividados com a faixa de renda familiar mensal entre 1 e 2 Salários Mínimos diminuiu na comparação com setembro. Passaram de 54,7% para 41,5% em dezembro. No entanto, permanecem como a maioria entre os negativados. Aqueles que possuem renda familiar mensal de até 3 SM corresponderam a 66,5% dos negativados, em setembro esse número era de 82%. “Esse resultado mostra que apesar da dificuldade que as classes E e D têm tido em honrar seus compromissos, dado a situação econômica atual de forte inflação, diminuição da massa salarial do trabalhador e desemprego, a população de renda maior também começou a enfrentar dificuldades em manter suas contas em dias”, destaca o presidente da CDL Recife.

O valor das dívidas em atraso também sofreu alteração. Houve crescimento de 9,9 pontos percentuais no comparado a setembro, dos que alegam possuir dívidas no valor total compreendido entre R$100 e R$499 e agora correspondem a 24,7%. No entanto, todas as faixas superiores a R$2000 e inferiores as R$9.999 registram queda na mesma base de comparação, na comparação anual, o inverso foi verificado. Na hora de realizar o pagamento dos títulos em atraso, 41,3% afirmaram que os cartões de crédito e o de loja serão a prioridade de pagamento. “Essa prioridade revela o desejo do consumidor de voltar a ter crédito na praça e realizar novas compras”, detalha Catão. Como reflexo do aumento das Prestadoras de Serviços como origem causadora do débito, essas são prioridades de pagamento para 22,1%.

Percepção financeira – Quando perguntados sobre seus ganhos e gastos nos últimos meses, 36,4% disse haver ter sobrado dinheiro e que ainda guardou na poupança / fez alguma aplicação / deixou reservado. Mas 23,3% afirmaram que não sobrou nada e que ainda ficou devendo alguma coisa. 18,5% disseram não ter sobrado nada, mas que não ficaram no vermelho.

Na comparação dos orçamentos pessoais com o anterior, houve forte crescimento da percepção de piora da condição financeira atual dos consumidores. 46,9% afirmou que sua situação financeira em 2015 foi pior que no ano de 2014. 32,7% disse ter sido melhor e 20,5% considerou igual.
Analisando o que fariam com o 13º salário, 22% afirmou que usaria para quitar suas dívidas, 13% usaria o recurso para poupar/investir, 7% faria compras de Natal. No entanto, 42% não recebem 13º salário.

Compras de Natal – 45,2% dos negativados disseram que não fariam compras de Natal e 37,5% afirmaram que fariam compras apenas à vista. “Este resultado é reflexo do cenário econômico de desemprego, diminuição de renda e instabilidade quanto ao futuro que reduz o poder de compra e deixa o consumidor mais cauteloso na hora das compras a prazo. Tal cenário repercutiu diretamente no desempenho do comércio no fim de ano, que registrou o pior Natal dos últimos doze anos (SPC Brasil)”, declara Catão.

Perfil do Inadimplente – Os homens permanecem como maioria entre os inadimplentes com 51,7% dos negativados, no entanto, a diferença entre homens e mulheres é pouco significativa. A faixa etária compreendida entre 31 e 40 anos se mantém como a maior entre os negativados. A faixa que vai de 41 a 50 anos vem logo em seguida com 20,7% dos inadimplentes. Assim, a população que vai de 21 a 50 formam 67% daqueles que não honraram seus débitos em dia, uma vez que esses compõem a maior parte da população economicamente ativa.

Os inadimplentes com ensino médio completo ou incompleto permanecem como maioria dos negativados com 42%, registrando queda de 18,8 p.p. na comparação anual e 10,8 p.p na comparação mensal. Já os que possuem ensino fundamental completo ou incompleto representam 24,4% dos inadimplentes. Os que estão cursando o Ensino Superior ou já concluíram são 28,4% e apenas 5,1% possuem algum tipo de pós-graduação.

O número de profissionais de empresa privada entre os negativados registrou crescimento de 12,8 p.p. na comparação com setembro, no entanto, caiu 8,6 p.p. em relação a dezembro e continuam representando a maior parte dos inadimplentes, 36,4%. Os profissionais autônomos formam a segunda ocupação profissional que mais negativa com 15,6%.

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Autor: cdlrecife

Este blog foi desenvolvido pela CDL-Recife para apresentar novidades, tendências de mercado e informações econômicas direcionadas ao comércio. Com uma visão focada no segmento varejista, este veículo é ferramenta indispensável para o empresário que quer e precisa estar atualizado com o que acontece no cenário econômico e em como as mudanças podem influenciar em seus negócios.

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